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um amplificador sem igual…

By Postado em - artigo & Victory on maio 19th, 2016 0 Comments vicda6bg6001

Este ano me dei ao trabalho de investigar sobre as válvulas 6BG6.
São, na verdade, uma válvula da família 6L6, assim como 6L6G, 5881, 6L6GA, 6L6WGB, etc

http://serranoamps.com/wp-content/uploads/2016/05/6bg6004.jpg
duas 6BG6 ao lado de uma 12AX7 como referência de tamanho
(clique na imagem para maximizar)

São praticamente as 6L6G só que montadas em um bulbo que possui o contato da “placa”  (anodo) no topo do bulbo (possibilita trabalhar com tensões mais altas). A fender usou as 6L6G, em meados dos anos 50 (entre 1953 à 1957), em modelos como bandmaster, bassman, Pro, Super e Twin.
As 6L6G RCA são bem difíceis de se encontrar…    praticamente impossível encontrar uma  “nunca usada” à venda no Brasil.
Na Argentina você encontra um quarteto de 6L6G RCA nunca usadas por 690 dólares!!!

6l6g003
6L6G encontradas no ebay argentino

As 6BG6, contudo, devido à sua “pinagem” peculiar, nunca foi adotada comercialmente em amplificadores fabricados para guitarra. Em verdade, tratava-se de uma válvula usada em aplicação específica em televisores.
Entretanto, todo potencial das 6BG6 para amplificação de áudio poderia (e ainda pode) ser explorado.

Sendo então as 6BG6 iguais as 6L6G…   e com boa disponibilidade de estoques antigos de válvulas “nunca usadas”…    e sendo elas as famosas “black plate”…   constituem portanto uma verdadeira alternativa para se ressuscitar os timbres mais invejados do mundo.
Logo pensei…   porque não experimentar?
Mas nada é tão simples assim…
Estas válvulas 6BG6 (assim como as antigas 6L6G) são menos potentes que as atuais 6L6GC. Para se usar as 6BG6/6L6G o circuito deve contemplar/respeitar as tensões e correntes dentro dos padrões de tolerância desta válvula.
Eu poderia ter feito um circuito idêntico aos amplificadores do início da década de 50…   mas preferi redimensionar (para menos) o estágio de potência de um “Victory” (circuito tweed 5F6-a de 1959) para usar estas 6BG6 neste circuito. Isto porque os circuitos “early 50s” possuiam em geral menos recursos; e minha idéia era a de explorar ao máximo a sonoridade destas válvulas vintage.
Nasceu um amplificador sem igual, o “Victory DA 35 Rectifier 6BG6″

Com o mesmo circuito de um Bassman Tweed 1959, mas com os parâmetros de trabalho dimensionadas para as 6BG6.
Os transformadores tiveram de ser dimensionados de acordo.
A experiência me recompensou com o Victory mais incrível que eu já fiz!
As 6BG6, devido a parâmetros menos dimensionados que as 5881 ou 6L6GC, se comportaram de forma esperada, com maior sensibilidade do sinal de entrada.
Além disso, os harmônicos são de de nobreza ímpar.
Uma sonoridade exatamente no padrão “6L6″, mas tudo alí parece mais “forte”, como se os harmônicos identificativos da sonoridade 6L6 estivessem mais em evidência, o que não deixa de ser verdade.
Em outras palavras, não que tenha mais harmônicos, como usualmente acontece com as pequenas 6V6, mas que mostra os harmônicos da família 6L6 com maior evidência. Um timbre extremamente aveludado (odeio este termo para representar sons aprazíveis ao ouvido).

Outra consequência interessante, mas que não me pegou de surpresa, foi o fato do timbre clean aparecer bem cedo ao girar o controle de volume. Sem dúvida que as 6BG6 (assim como as 6L6G) possuem entrada de sinal mais sensível. Esta lógica se explica uma vez que possuem mesmo catodo para uma placa menor se comparadas com as atuais 6L6GC (com mesmo catodo mas placas maiores). Eu chamaria isso de poder de influência da relação entre as dimensões de catodo versus anodo (placa). Sendo assim, se vc coloca uma válvula de entrada de sinal mais sensível em um determinado circuito, sem alterar o resto do circuito, então é previsível que o amplificador tenha a tendência de “timbrar antes”.

As válvulas 6BG6 estão disponíveis no mercado de fornecedores NOS (new old stock) com certa variedade.
E, além disso, possuem uma enorme quantidade destas fabricadas na Russia que agora estão aparecendo no mercado (caixas e caixas destas). As “6P7S”. Certamente que vou experimentar estas também.
Muita gente tem experimentado válvulas russas como se fossem substitutas diretas de válvulas atuais…   e é aí que dão com os burros nágua. A maioria das válvulas russas possuem tolerâncias menores do que vendedores apregoam, contudo, quando trabalham dentro de seus parâmetros elas funcionam extremamente bem.

IMPORTANTE!!!
Já que eu estava por fazer algo tão inédito, resolvi aumentar ainda mais um pouco a exclusividade do amplificador fazendo ele um “DA”.
Os Victory DA possuem transformador de saída que contempla o funcionamento do estágio de potência tanto no modo “compressão” como no modo “Dinâmica”.
O modo compressão é exatamente como funciona os Fender Tweed Bassman ou os amps da era “blackface”, com aquela natural compressão no estágio de potência que provoca aqueles harmônicos tão necessários para os timbres limpos.
Já no modo “Dinâmica” o amplificador trabalha conforme os modelos da fender da primeira metade dos anos 50. Com aquela pegada progressiva de timbre agressivo controlada exclusivamente pela intensidade de ataque às cordas da guitarra.
O Victory DA é então um modelo que supre ambas atitudes. Serve aos dois maiores conceitos que regem a construção de amplificadores no mundo, mas só que no mesmo amplificador!

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6BG6 no “Victory DA
(clique na imagem para maximizar)

 E só para completar…    fiz controles de bias independentes (uma para cada válvula de potência), sendo assim o amplificador não necessita de “par casado”, e pode ser trocada apenas uma válvula de potência quando se fizer necessário (sem necessidade de troca do par).

Você pode encomendar seu “Victory DA 35 Rectifier 6BG6″ pelo mesmo preço de um “Victory 40 Rectifier”.
Serrano Amps. Fazendo custom. Fazendo melhor.

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